O dia do descanso
Na exaustão mental, obedeci descansar O cérebro baralhado como sopa Esgotei as forças Subestimei o fruto do trabalho Por que só no fim consigo ver o progresso da obra? A paisagem já está quase pronta Só falta um pingo de tinta Talvez porque esse pingo seja o sol Ou seja a lua E o que será da minha paisagem sem a luz? Vai ter que ficar no escuro Só por mais um dia As mãos estão cansadas E não alcançam o pincel Aguarde um pouco bosque encantado Preciso descansar Neste dia sabático Que insisti em teimar Társila Beatrice








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