Carta de 125 anos perdida dentro de um livro | Adeus, Primavera

Poema de Ed Ruffner

Por acaso, encontrei esta interessante história. Estava eu estudando inglês com o Duolingo Podcast, e um dos episódios contava sobre alguém ter achado uma carta perdida de 125 anos dentro de um livro. E o mais legal, o conteúdo da carta era um poema inspirado na primavera, escrito por um homem chamado Ed Ruffner.

Fui, então, atrás de saber melhor como isso aconteceu. Encontrei um artigo online (Link do artigo em inglês), contando sobre a história em detalhes. 
A carta foi descoberta por Emma Smreker, uma professora de francês, que tem como hobby descobrir coisas dentro de livros (me diz se não é um dos hobbies mais legaiss de que você já ouviu falar?). Ela compartilha seus achados na sua página do Instagram (@inusedbooks) e, em uma de suas buscas, em 2018, Emma encontrou dentro de um livro de poesia a carta, endereçada a um jornal, mas que nunca foi enviada. 

O autor, Ed Ruffner, de West Rushville, Estados Unidos, a escreveu em 1º de junho de 1893, colocando naquela simples página um belo e bem escrito poema. Emma decidiu fazer com que a carta chegasse ao destino original e fosse publicada pelo jornal, além de também entregá-la à família do autor. Ela conseguiu encontrar os familiares de Ed nas redes sociais, que ficaram muito animados com a descoberta e com a publicação do poema. 

Aqui compartilho com vocês o lindo poema "Spring, Goodbye", em tradução livre (uma observação: não sou especialista em tradução, tentei fazer o meu melhor, mas você pode sempre recorrer à leitura do original, disponível no link do artigo citado acima):

Adeus, Primavera

Primavera adeus,
É melhor nos separarmos e ainda assim eu suspiro
Ao te ver ir, pois eu amo o enflorar
De tuas flores e árvores, e o doce perfumar
Que elas dão à brisa. Não é de admirar que eu suspiro
Quando teu sol em brilho e céus derretendo
Estão a partir. Para mim se parece
Com a hora de acordar dos sonhos mais felizes
Doce primavera, adeus!

Doce primavera, adeus!
Nosso pesar ao despedir na minha cabeça um engano, oh céus
Levemente eu entendo; pois do dia de maio a alegria 
É apenas como brinquedos à criancinha,
Que são as flores para grandes frutas a maturar
Ou pássaros acasalando para o novato a voar?
Qual é o som quando as sementes são semeadas
A canção a soar, onde a colheita é feita no lar?
Então, primavera, adeus!

Primavera adeus!
Eu poderia viver com você mas eu quero desfalecer
Quando a colheita estiver reunida e o inverno chegar
O meu espírito pode alçar voo com as aves de volta ao lar.
Lar à uma terra do contentamento da minha alma
Onde primavera e outono são para sempre (trecho ilegível)
Onde haver botão e flor e fruto é rotineiro
Em qualquer estação o ano inteiro
Sim, primavera adeus!

[Poema de Ed Ruffner]

Como deve ser lindo o lugar
onde primavera e outono são para sempre.
Társila Beatrice

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